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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

“Deus me enviou” Jesus tinha plena consciência de seu envio.


Desde o século 8, o ano do envio de Jesus passou a ser considerado oficialmente o meio da história. Temos os anos “antes de Cristo” (a.C.) e os anos “depois de Cristo” (d.C.). Os anos posteriores à vinda de Jesus são também chamados de “Anno Domini” (ano do Senhor Jesus) ou “Anno Salutis” (ano da salvação). Alguns cartórios ainda registram: “Saibam quantos esta pública escritura virem que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo[...]”.

“Deus me enviou”
Jesus tinha plena consciência de seu envio. A frase mais repetida por ele no Evangelho de João é “Deus me enviou”. Em quinze dos 21 capítulos do quarto Evangelho, ela aparece 35 vezes. A expressão “Deus enviou o seu Filho” ocorre três vezes na primeira carta de João (4.9-10, 14).

O Senhor inicia o seu ministério com a idade de 30 anos, na sinagoga de Nazaré. Na ocasião, ele faz referência ao seu envio, lendo a profecia de Isaías, escrita setecentos anos antes: “O Senhor me deu o seu Espírito. Ele me ‘escolheu’ para levar boas notícias aos pobres e me ‘enviou’ para anunciar a liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo [o tal “tempo certo”] em que o Senhor salvará o seu povo” (Lc 4.18-19).

Talvez os ouvintes não tenham entendido, mas na parábola dos lavradores maus, que aparece nos Evangelhos Sinóticos, Jesus faz um resumo histórico de todos os envios anteriores ao dele, sem deixar de mencionar o envio do filho único e amado do dono da vinha. O que Jesus queria transmitir é que ele, o unigênito do Pai (Jo 3.16) e o amado do Pai (Mt 3.17; 17.5), seria enviado por último, depois de todos os profetas (Lc 20.9-18).

de: ultimato/revista/artigos/354 (parte do texto)

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