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domingo, 30 de novembro de 2014

A experiência do deserto

Não é sem motivo que Deus, logo após libertar o povo da escravidão no Egito, os conduziu para o deserto. A passagem pelo deserto era necessária para ajudá-los a deixar para trás a mentalidade da escravidão e a compreender a nova liberdade que Deus lhes estava oferecendo.

[...] o deserto é o lugar do encontro com Deus, da rendição do orgulho e da ilusão de sermos senhores do nosso destino. É o lugar da companhia divina, do silêncio diante de Deus, onde a quietude nos ajuda a reconhecer a presença dele. 

O silêncio que nos torna mais atenciosos à voz de Deus. 

Para sermos livres, precisamos nos afastar, por um tempo, do mundo dos homens para entrarmos, a sós, no mundo de Deus. Um tempo no qual as paixões, tensões, pressa, vão, lentamente, cedendo espaço para percebermos a realidade à luz da eternidade e restabelecermos o valor correto das coisas. No deserto, reduzimos nossas necessidades àquilo que é essencial. 

A enfermeira americana Bronnie Ware escreveu um livro sobre os “cinco maiores arrependimentos ou lamentos de pacientes terminais”. Depois de acompanhar por vários anos estes pacientes, ela listou aquilo que eles gostariam de ter feito e não fizeram, como: ter mais tempo para os amigos e não ter trabalhado tanto. O deserto deles trouxe uma outra dimensão de suas reais necessidades.

Na solidão do deserto, descobrimos a suficiência da graça de Deus. Teresa de Ávila (1515--1582) descreveu num poema sua experiência no deserto:

Nada te perturbe,
Nada te espante.
Tudo passa.
Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta.

Nossa necessidade primeira é Deus. De tudo o que aprendemos no deserto, a lição mais importante é que aquilo de que mais necessitamos encontramos na comunhão com Deus. 

A experiência do deserto nos conduz ao autoesvaziamento, ao desapego dos ídolos que nos oferecem a falsa segurança, e à completa submissão a Deus e aos seus caminhos. Aprendemos a ver a vida desde a perspectiva da eternidade, o que nos ajuda a colocar em ordem nossos valores.

             ________ trecho do texto de Ricardo Barbosa de Sousa



domingo, 23 de novembro de 2014

A necessidade urgente: ARREPENDIMENTO

Quando pecamos contra outro, a necessidade não é de mais comparecimento às assembleias de adoração ou maior liberalidade nas coletas dominicais ou evangelismo pessoal mais animado, ainda que estas coisas podem, em geral, ser tratadas mais seriamente por todos nós. 

A necessidade urgente da hora é de arrependimento e reconciliação com nosso irmão ou irmã ofendido. (Esposos e esposas, especialmente, necessitam de ouvir isto. Lembrem-se de que esposos e esposas e filhos também são "próximos"). 

Davi abordou este assunto no caso de seu próprio doloroso fracasso moral, com Bate-Seba e Urias: "Pois não te comprazes em sacrifícios, do contrário eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:16-17). 

Não tente oferecer a Deus adoração quando o arrependimento é exigido.

____________ por Paul Earnhart


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Tire o celular, pois a terra é santa!


Por Calebe Ribeiro


Se Moisés tivesse um IPhone na época da sarça provavelmente ele passaria por ela sem perceber o evento, ou talvez, começaria a filmar e depois lançaria no Instagram com a tag: “#SemFiltro”.

O celular nos priva muitas vezes de perceber “sarças que se queimam” por aí. O que quero mostrar é que o celular também é um forte concorrente disputando o monopólio da nossa atenção.

Não me venha com esse papo de que é possível mexer em um aplicativo enquanto se conversa com alguém e ainda assim manter a atenção concentrada nas duas coisas. Bobagem! Deixou de ser atenção concentrada e tornou-se atenção fragmentada.

Nos filmes mais antigos, depois de uma boa noite de sexo, cada um virava para o seu lado da cama e acendia um cigarro, cena clássica essa. Hoje, um casal moderno e tecnológico depois do sexo vira cada um para o seu lado e vai mexer no celular, dar uma última olhada no Facebook e no Instagram.

Acordamos com o celular na nossa mão, pois ele é o nosso despertador. Tomamos café com ele, pois ficamos mandando mensagem ou lendo as notícias. Vamos para o trabalho com ele nos nossos ouvidos, pois transformou-se no nosso Ipod. Ficamos no trabalho com ele em cima da mesa e qualquer notificação já olhamos para a tela, não respeitamos nem as reuniões, nem as aulas, olhamos mesmo. Quando vamos ao banheiro não existe melhor companheiro do que um celular, só na hora do banho que fica difícil, mas agora já inventaram um que não molha. Enfim, o celular passa mais tempo com a gente do que nossas esposas, maridos, filhos, amigos.

Estou para completar um ano de casado e percebi que toda vez que minha esposa e eu levamos o celular para a cama nos privamos de conversar um com o outro. Ficamos em silêncio olhando para a tela do celular e algumas vezes comentamos alguma coisa. Depois de desligados os celulares (de forma forçada, pois a bateria já chega nos 5%) falamos boa noite um para o outro e dormimos.

Comecei a perceber que os últimos trinta minutos do meu dia, dos quais poderia passar conversando com minha esposa, passei na verdade de olho na telinha. Engraçado que quando compartilhei essa realidade com alguns amigos eles riram e falaram passar pela mesma situação.

Propus um acordo com minha mulher, o de não levar tecnologia para a cama. Estamos nos adaptando a essa nova realidade, ficar sem o celular é como se sentir nu, somos viciados àquela zapiada rapidinha que, na verdade, leva uns 15 minutos.

Na tentativa de não passar desapercebido por nenhuma “sarça ardente”, adaptamos a ordem de Deus e nos exortamos mutuamente dizendo: “Tire o celular, pois a nossa cama também é solo sagrado”.


Ultimato
 Calebe Ribeiro é um dos pastores de jovens da Igreja Presbiteriana do Recreio, no Rio de Janeiro (RJ). É também missionário da Missão Jovens da Verdade.


domingo, 16 de novembro de 2014

Que amor sublime!

O Senhor Jesus também sofreu fisicamente. Ele sabe o que é dor. Dor física e moral. Pensemos nas bofetadas dos guardas, os açoites que recebeu, a coroa de espinhos que Lhe puseram na cabeça, o peso da cruz que teve de carregar e os cravos que traspassaram Suas mãos e pés. O Senhor Jesus sofreu de forma inimaginável em Seu corpo.

É um pensamento consolador saber que o Salvador quis passar por tudo o que passamos, por me amar e querer compartilhar de todos os detalhes da minha condição humana. Isso coloca nossas dificuldades sob uma luz muito diferente. Que amor sublime!

E o Senhor Jesus não parou por aí. Ele compartilhou nossa natureza humana, mas foi além. O Senhor Jesus nos concedeu aos que crêem algo totalmente indescritível: o compartilhar de Sua própria natureza divina, conforme afirma o apóstolo Pedro: "Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:4).

_____________ de Boa Semente/Devocional 2015 


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

As AÇÕES são a maior e melhor pregação que podemos fazer!


O amor – João é enfático em dizer que Deus é amor (1Jo 4.8,16). Jesus resume todos os mandamentos em apenas dois: amar a Deus e amar ao próximo (Mt 22.37-40). Porém, esses dois mandamentos são interligados, pois não há como amar a Deus e desprezar o próximo e não há como amar ao próximo incondicionalmente sem conhecer o verdadeiro amor em Deus. 

O amor que Deus derrama sobre nós não é possessivo, não é egoísta e só deseja o bem. Esse é o padrão de amor que o verdadeiro discípulo de Cristo compartilha com seu próximo (1Co 13.4-8). 

Aquele que tem o caráter cristão brilha como luz no mundo! 
Seus valores, suas práticas no cotidiano, a maneira como administra conflitos e a forma como trata as pessoas anunciam a grandeza do Deus a quem serve. O caráter cristão anuncia a salvação em Cristo sem palavras. E as ações são maior e melhor pregação que podemos fazer!


____ de "Ensinador Cristão, Número 59" ___


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ler e falar a Palavra

Os cristãos geralmente se descrevem como quem tem “um relacionamento pessoal com Deus”. Tal relacionamento gira em torno da comunicação. Deus fala conosco através de Sua Palavra, e nós falamos com Ele através de nossos lábios e nossa mente. Se não ouvirmos (lermos a Palavra) ou falarmos (orarmos), o relacionamento se rompe.

Oramos porque Deus nos ordena: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.6-7).
“Orai sem cessar” (1Ts 5.17). “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.6-7).
 
De acordo com a tradição judaica, o profeta Daniel orava três vezes ao dia, independentemente das circunstâncias (Dn 6.12-13). Deus quer que Seu povo ore.

                                   ___________ por Steve Herzig _______________


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

DUAS PALAVRAS-CHAVE

 Essas duas palavras, "Crê somente", estão entre as mais consoladoras palavras do Senhor Jesus. Elas contêm a essência e o resumo da verdade que salva.

Seus pecados passados estão assolando seus pensamentos em um constante martírio mental, tentando você a dar lugar ao desânimo e à desesperança? Não tema! Somente creia que Ele morreu por você, e está vivo, e ao seu lado "todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20).
Você está sendo acossado por provações difíceis? Seus planos mais inteligentes foram cortados pela raiz? Você se sente atingido por onda após onda de problemas? É como se o Senhor tivesse esquecido de ser bom contigo? 


A palavra do Senhor Jesus para você é: Creia, creia somente. Creia que o Senhor lhe ama, e provou isso na cruz; creia que "como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação" (2 Coríntios 1:7); que Deus nos corrige "para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade" (Hebreus 12:10); e que Deus "nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:4).

Se você está diante da perspectiva de enfrentar a morte, faça como Davi: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4). Não tenha medo, porque o Senhor da vida está ao seu lado, e depois desse vale, você nunca mais será como é, "porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido" (1 Coríntios 13:12).

Não permita que ninguém, nem qualquer situação roubem de você a sua fé em Cristo!

_________________ de "Boa Semente" Devocional 2015


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A correção

A correção é essencial para a vida de todo cristão. Em sua segunda carta a Timóteo, Paulo orientou seu jovem discípulo a respeito do valor das Escrituras para a correção (como também para a repreensão!), "a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Tm 3.16-17).

A correção tem que começar em casa, isto é, deve haver a disposição não somente de sermos corrigidos por outros, mas também o desejo de corrigirmos a nós mesmos. 

A admoestação "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé" (2 Co 13.5) não pede uma avaliação pública; ela requer que analisemos a nós mesmos e então façamos o que for necessário para colocar as coisas em ordem diante do Senhor. Sem a disposição de considerar a possibilidade de uma "trave" em nosso próprio olho, a hipocrisia dominará em qualquer correção a outra pessoa.

________________  por T. A. McMahon 


sábado, 1 de novembro de 2014

O melhor ainda virá!

Quando chegarmos ao céu e virmos o trono de Deus, teremos a certeza de ter sido aceitos com base no sangue de Jesus. O véu foi rasgado, como aconteceu com a sua cópia terrena (veja Mt 27.51), abrindo-nos assim o acesso ao Santo dos Santos. 

Em Hebreus 10.19 somos convidados a entrar. Hoje só podemos nos colocar na presença de Deus em pensamento, mas virá o dia em que entraremos de fato no Santo dos Santos, pois lá é o nosso lar. Então experimentaremos o que agora antecipamos em pensamento, pois o melhor ainda virá!

__________ por Roger Liebi 


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